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Setembro Amarelo

10 de setembro de 2021

Setembro Amarelo

O dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, e o mês todo é dedicado a está campanha que visa conscientizar, prevenir e reduzir os casos de suicídio.

Segundo dados da OMS, a cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida em algum lugar do mundo, cerca de 800 mil pessoas morrem de suicídio todos os anos e essa é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Só no Brasil, 32 pessoas cometem suicídio todos os dias.

Com o isolamento social devido a pandemia da Covid-19, a saúde mental da população ficou mais fragilizada, por isso, a campanha é muito importante para alertar para que as pessoas busquem ajuda e sejam ajudadas por outras que a partir dessas discussões saibam identificar os sinais de alerta e gatilhos que podem levar a cometer tal ato.

 

Cuide da sua saúde mental!

Doenças como depressão e ansiedade estão aparecendo com cada vez mais frequência, e infelizmente por falta de informação, são vistas como “frescura” por muitos que não entendem a gravidade do problema. O excessivo consumo de internet pode nos afetar negativamente, e devido ao distanciamento social, seu uso aumentou ainda mais. Logo, as redes sociais, que nos aproximam dos nossos amigos, familiares e nos conectam com artistas e pessoas que admiramos pode ser um lugar nocivo para a saúde mental se não for usada de maneira correta.

Em 2019 o instagram decidiu ocultar o número de likes nas publicações para que as pessoas não sintam que estão numa competição e possam focar mais em contar suas histórias. Apesar dessa mudança ter contribuído um pouco a necessidade de validação por terceiro através de curtidas, ainda existem outras pressões que persistem. A comparação, a ilusão de corpos perfeitos e a impressão de que a vida de todo mundo é fantástica, menos a sua. A sensação de “preciso ser produtivo” pode passar a cercar os seus pensamentos, e pressioná-lo a alcançar os seus objetivos de maneira nada saudável.

O trabalho home-office, adotado por muitas empresas para se adaptarem ao isolamento social, por se estar em casa abre-se a facilidade em trabalhar além dos horários pré-estabelecidos e se não houver cuidado pode-se adquirir a Síndrome de Burnout. O nome Burnout vem do inglês que significa “queimar por completo”, que é justamente a sensação de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico por conta de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

A cobrança de si mesmo, ou por outros, acaba impactando de forma negativa na vida pessoal e profissional das pessoas. Por isso é importante dizer que essa doença não surge necessariamente apenas com relação ao trabalho, seja ele remoto ou presencial, muitas vezes as tarefas da faculdade ou até mesmo as tarefas de casa podem ocasionar o problema.

Não devemos ultrapassar nossos limites em nome da produtividade. O descanso e o lazer são muito importantes e não devemos negociá-los!

 

É possível prevenir e salvar vidas!

Segundo a OMS, Cerca de 90% dos casos de suicídio podem ser evitados, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional. O CVV indica que a informação e a educação são a melhor ferramenta para ajudar as pessoas em risco. É necessário deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema.

É preciso ter empatia e respeito pois não sabemos a dor que o outro passa. O suicídio não tem um único motivo, apesar de estarem associados a doenças mentais como depressão e abuso de substâncias, não se pode descartar outros fatores, podem ser diversas razões ou um conjunto de situações que levam a pessoa a pensar que se matar seja um caminho de aliviar suas dores e pressões externas que ela pode estar passando.

A maioria das pessoas com intenções suicidas comunicam seus pensamentos e intenções. Frases como “Eu preferia estar morto”, “Eu não aguento mais” e “Os outros vão ser mais felizes sem mim” são algumas expressões que devem chamar a atenção de familiares e amigos.

 

Como ajudar?

Ao perceber que alguém tem intenção de suicidar-se existe algumas formas de oferecer auxilio:

  1. Não tenha medo de chamá-lo para conversar e demonstre que está disponível para ouvi-lo.
  2. Seja empático e compreensivo respeitando o tempo da pessoa para se abrir.
  3. Não julgue e não critique. A pessoa precisa de acolhimento e não de sermão ou soluções.
  4. Ofereça suporte emocional e informe sobre a ajuda profissional.

 

Precisa de ajuda?

Caso tenha algum pensamento de intenção suicida ou se sinta angustiado:

  1. Divida o sentimento com alguém da sua confiança. Falar é o melhor caminho.
  2. Não faça uso abusivo de álcool e outras drogas.
  3. Busque ajuda profissional.

Saiba onde buscar ajuda e atendimento psicológico gratuito em sua cidade:

  1. CAPS: Você pode buscar os Centros de Atenção Psicossocial fornecidos pelo SUS em diversas cidades. Para saber o endereço basta digitar no Google: CAPS + Nome da sua cidade.
  2. Clínicas Universitárias: As faculdades realizam sessões que são realizadas por alunos de graduação e pós-graduação, supervisionadas por professores. Os atendimentos podem ser gratuitos ou de baixo custo. Ligue nas faculdade próximas de você e solicite mais informações.
  3. CVV: Ligue 188, centro de valorização da vida.

 

Referências bibliográficas:

  1. A campanha Setembro Amarelo® salva vidas!

Disponível em: https://www.setembroamarelo.com/

  1. Setembro Amarelo: Vamos prevenir o suicídio?

Disponível em: http://www.unimed.coop.br/portalunimed/cartilhas/setembro-amarelo/

3.Tudo o que você precisa saber sobre Burnout.

Disponível em: https://blog.movinggirls.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-burnout/

4.Como o uso excessivo das redes sociais podem prejudicar sua saúde mental.

Disponível em: https://www.medley.com.br/blog/saude-mental/setembro-amarelo

  1. O que posso fazer para ajudar quem pensa em suicídio?

Disponível em: https://www.cvv.org.br/blog/o-que-posso-fazer-para-ajudar-quem-pensa-em-suicidio/

  1. Um setembro mais amarelo.

Disponível em: https://www.cvv.org.br/blog/um-setembro-mais-amarelo/